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Socorro, sou mãe de um GR

Sou mãe de um guarda redes. Em fase de formação. Aqui pretendo ir escrevendo sobre tudo relacionado com a formação dele e a posição que abraçou.

Sou mãe de um guarda redes. Em fase de formação. Aqui pretendo ir escrevendo sobre tudo relacionado com a formação dele e a posição que abraçou.

Socorro, sou mãe de um GR

19
Nov18

Malformação parental

A mãe do GR

A propósito deste artigo que resume o grande problema do futebol de formação (que para muitos não é, infelizmente, novidade): os pais

 

Devo dizer que nesta época, com 5 jogos jogados, que me lembre já são pelo menos duas situações de tensão que se vivem fora do campo. Ainda nem vamos a meio da época, por isso acho que a coisa promete.
Boca para cá, boca para lá e num ápice está tudo num bate boca de meter dó.
E se até aquele momento o jogo se disputou com alguma tranquilidade (tirando uma falta ou outra, ou uma decisão menos correcta do árbitro), a partir dali tudo tende a descambar dentro das quatro linhas.

Os miúdos transpõem para o jogo a agitação e falta de respeito que até então se viveu cá fora. E é notória a crescente agressividade no jogo. As faltas tendem a subir de número nos apontamentos de jogo até então registados (pergunto: por curiosidade, alguém já fez uma estatística sobre isto?). Crescem em número e em gravidade. Basta estarmos atentos para verificar este fenómeno de 'bola de neve'.

Confesso que estas situações me tiram do sério.

Vamos ao caso concreto. Este domingo chuvoso: andavam 22 crianças, mais dois árbitros a jogar debaixo de chuva. Com frio. Todos molhados dos pés à cabeça. Aquelas 24 pessoas, mais treinadores e jogadores de banco, e nós pais podíamos estar descansados e felizes num domingo de manhã em casa, deitados no sofá com uma manta pelas pernas, a ver uns filmes ou séries, a tomar o pequeno almoço à mesa, juntos, no quentinho ou simplesmente dormir até nos dar na real gana. 

Mas não. Levantam-nos ao som do intragável despertador às 6h/6,30h da manhã. Tomamos um pequeno almoço rápido. Vestimo-nos. Demos aquele mimo de energia (o doping que só nós país sabemos e totalmente legal) aos nossos pequenos e lá saímos de casa debaixo de chuva e frio.

Enquanto eles, debaixo de chuva, molhados dos pés à cabeça, andavam responsavelmente a fazer aquilo que mais gostam e que os faz estar nos píncaros do entusiasmo e sentirem-se gente grande, dois ou três tiranos cá de fora gritavam táticas de jogo, onde se incluíam o famoso 'vão para cima deles' ou 'põe o pé', salutar em qualquer jogo de futebol de formação. Dali até ao 'não vales um crl' ou 'és um palhaço' para o árbitro são os mesmos segundos que um Ferrari demora a ir dos 0 aos 100km. 

Eu até entendo que não respeitem outros adultos, ou até o árbitro. O que eu não entendo é que não respeitem crianças. Nem as deles,nem as dos outros.

Comportamentos menos próprios dos pais são antes de mais uma enorme falta de respeito por aquelas crianças que andavam ali debaixo de chuva.

São crianças senhores, estão a divertir-se. É um campeonato para se divertirem, para fazerem o que gostam, para se sentirem jogadores, para se sentirem grandes, para cumprirem uma responsabilidade que aceitaram no início da época com o clube, o treinador e os restantes colegas de equipa.

Não vão ganhar milhões (pelo menos para já 😁).

Possivelmente nenhum chegará sequer a uma grande equipa.

Mas também, o que é que isso importa se naquele momento estão felizes?

São crianças. Deixem as crianças divertir-se a jogar à bola, tiranos!!!

E, por favor, dêem o exemplo 😉

16
Mar18

Dar tempo ao tempo

A mãe do GR

P1050314.JPG

 

Ás vezes achamos que perguntar faz de nós mais interessados.

Que motivar é nosso papel quando achamos que, as coisas não correm como entendemos que deviam correr.

Ensinou-me a experiência que ás vezes o melhor mesmo é não perguntar, não falar, não criticar (para o bem ou para o mal).

O melhor mesmo é dar tempo ao tempo.

Deixar que tudo se alinhe.

Que tudo chegue quando tem de chegar.

Nem sempre nós pais sabemos lidar com o filho atleta.

Eu confesso que não sabia lidar com o meu.

Mostrava-me interessada demais. Atenta demais. Motivadora demais.

Estaria a pressionar?

Cheguei à conclusão que sim, pese embora nunca o tivesse feito com a convicção de estar perante um futuro Casillas ou ambicionar tal coisa.

A minha ambição sempre foi a de que fizesse o que gostava. E achava que o faria melhor se o estivesse sempre a motivar, que no fundo mais não era do que pressionar.

Muitas vezes não ambicionamos uma carreira no futebol para eles. Queremos apenas que sejam bons e se esforcem naquilo que fazem, sem termos consciência que nem todos reagem de forma positiva ao nosso excessivo interesse no desempenho deles.

Ás vezes precisamos ouvir. Ouvir quem está de fora.

E parar para reflectir sobre a nossa forma de agir.

Nem sempre agimos com intenção de pressionar. Muitas vezes é por interesse em estar presente naquilo que fazem. Mas a mim a experiência mostrou-me que, no meu caso, a melhor forma de mostrar isso era simplesmente deixar de pergunar pelos treinos, e pelos lances, e pelos golos sofridos e ... esperar para ouvir falar sobre isso.

Deixar que fosse ele a falar porque como alguém me disse um dia "o simples facto de lhe perguntar se está nervoso com o jogo do fim de semana já pode funcionar como pressão para ele".

Nesse dia parei. Reflecti. Vi que poderia estar a fazer de forma errada. Reprogramei. Até ver ... resultou

 

 

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